Também chamada de ascite infecciosa, a hidropsia consiste em um acúmulo de líquido seroso em uma cavidade ou no tecido subcutâneo. O principal sintoma, quase inconfundível, é o grande volume do peixe, ficando este inchado, com as escamas laterais eriçadas, podendo formar até 80º com o seu corpo. É causada por uma bactéria, a Psedomonas punctata, que ataca os peixes ornamentais em cativeiro. A cura é muito difícil e cara, de forma que o mais comum, na maioria dos casos, é descartar o peixe. É comum em anabantídeos e ciprinídeos, principalmente. O tratamento é feito na base de antibióticos, bactericidas muito potentes. Pode ser utilizado clorafenicol, encontrado facilmente em farmácias, uma cápsula para 20 litros de água.
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009
CUSTOS
Ao se analisar os custos do aquarismo, há três etapas básicas a se considerar: capital inicial, povoamento e manutenção.
Na primeira etapa, capital inicial de instalação, há gastos basicamente com equipamentos e acessórios. Aí entram o aquário, móvel, filtros, bombas, substratos, termômetros, redes, enfeites e alguns testes e corretivos que devem ser inicialmente comprados, como o anti-cloro (caso a água a ser utilizada contenha cloro, é imprescindível) e teste de pH, amônia, nitritos, nitratos (não são imprescindíveis, mas são importantes). Os custos desta etapa vão depender completamente do tamanho do aquário escolhido, sendo proporcional a este.
Para um aquário de 70 x 40 x 30 cm (aproximadamente 84 litros brutos), que é de um bom tamanho para início, equipado com filtro biológico de fundo, bomba submersa, cascalho natural, termômetro digital, rede média e com um teste de cloro, o custo fica em torno de R$ 100,00 (este custo pode variar de cidade para cidade e de loja para loja).
Na segunda etapa, povoamento, há gastos com peixes e plantas. Nessa fase, não podemos fazer uma análise genérica dos custos, uma vez que há peixes que variam de R$ 0,30 (peixes simples) a mais de R$ 500,00 (peixes raros e/ou campeões de concursos). De modo geral, em nossas lojas podemos encontrar peixes que vão de R$ 0,50 a R$ 50,00.
Para o aquário acima, povoado com cerca de 20 peixes simples, como molinésias, platis, guppies, espadas, mato-grossos, neons, rodóstomos, peixes-lápis, barbos e limpa-vidros (não necessariamente juntos, pois alguns são incompatíveis), que variam de R$ 0,50 a R$ 2,00, o custo fica por volta de R$ 20,00. Aconselho, porém, que as compras de peixes sejam feitas pouco a pouco (em média, 5 espécimes por semana, até alcançar o número de peixes desejado. Atenção para não superpovoar seu aquário).
Para mesmo aquário, povoado com 10 ciclídeos africanos (auratus, lombadois, kribensis, socolofis, julidochromis, etc.), que variam de R$ 1,50 a R$ 5,00, o custo com peixes ficaria em torno de R$ 30,00.
Se fizermos deste aquário um aquário amazônico, com 2 discos, 10 neons, 10 rodóstomos e alguns pequenos cascudos, o custo pode ficar em torno de R$ 60,00.
Com as plantas, os preços também variam muito (embora não tanto quanto os dos peixes), podendo cada pé custar de R$ 0,04 (elódeas, egérias, cabombas, rabos de raposa, etc) a R$ 10,00 (plantas grandes, como anúbias e lagenandras).
Para o aquário acima, o custo de um bom número de plantas (elódeas, amazonenses, higrófilas, bacopas e valisnérias) fica em torno de R$ 8,00.Na terceira etapa, manutenção, há gastos com medicamentos, testes, corretivos e alimentação. Além disso, há o gasto com energia elétrica. Para o aquário acima, o gasto mensal fica em torno de R$ 10,00 (ração, alimentos vivos uma vez por semana, trocas de água de 15% semanais e uma bomba submersa). Este custo pode ainda ser reduzido com a criação de alimentos vivos e a fabricação de patês feitos com restos de comida de casa. Vale a pena lembrar que os custos acima são para o aquário citado, em sua configuração econômica (sem fazer uso de tampas, aquecedores, filtros externos e iluminação). Esta configuração permite que você possa criar sem grandes transtornos seus peixes inicialmente.
Este custo ainda pode cair, para o caso de um aquário menor ou ser elevado, com a aquisição de um grande número de acessórios, disponíveis no mercado.Como pôde-se notar, um aquário não é tão caro quanto parece. Se comparado com outros animais de estimação ou outros hobbies, sem dúvida alguma, é um dos mais econômicos.
Na primeira etapa, capital inicial de instalação, há gastos basicamente com equipamentos e acessórios. Aí entram o aquário, móvel, filtros, bombas, substratos, termômetros, redes, enfeites e alguns testes e corretivos que devem ser inicialmente comprados, como o anti-cloro (caso a água a ser utilizada contenha cloro, é imprescindível) e teste de pH, amônia, nitritos, nitratos (não são imprescindíveis, mas são importantes). Os custos desta etapa vão depender completamente do tamanho do aquário escolhido, sendo proporcional a este.
Para um aquário de 70 x 40 x 30 cm (aproximadamente 84 litros brutos), que é de um bom tamanho para início, equipado com filtro biológico de fundo, bomba submersa, cascalho natural, termômetro digital, rede média e com um teste de cloro, o custo fica em torno de R$ 100,00 (este custo pode variar de cidade para cidade e de loja para loja).
Na segunda etapa, povoamento, há gastos com peixes e plantas. Nessa fase, não podemos fazer uma análise genérica dos custos, uma vez que há peixes que variam de R$ 0,30 (peixes simples) a mais de R$ 500,00 (peixes raros e/ou campeões de concursos). De modo geral, em nossas lojas podemos encontrar peixes que vão de R$ 0,50 a R$ 50,00.
Para o aquário acima, povoado com cerca de 20 peixes simples, como molinésias, platis, guppies, espadas, mato-grossos, neons, rodóstomos, peixes-lápis, barbos e limpa-vidros (não necessariamente juntos, pois alguns são incompatíveis), que variam de R$ 0,50 a R$ 2,00, o custo fica por volta de R$ 20,00. Aconselho, porém, que as compras de peixes sejam feitas pouco a pouco (em média, 5 espécimes por semana, até alcançar o número de peixes desejado. Atenção para não superpovoar seu aquário).
Para mesmo aquário, povoado com 10 ciclídeos africanos (auratus, lombadois, kribensis, socolofis, julidochromis, etc.), que variam de R$ 1,50 a R$ 5,00, o custo com peixes ficaria em torno de R$ 30,00.
Se fizermos deste aquário um aquário amazônico, com 2 discos, 10 neons, 10 rodóstomos e alguns pequenos cascudos, o custo pode ficar em torno de R$ 60,00.
Com as plantas, os preços também variam muito (embora não tanto quanto os dos peixes), podendo cada pé custar de R$ 0,04 (elódeas, egérias, cabombas, rabos de raposa, etc) a R$ 10,00 (plantas grandes, como anúbias e lagenandras).
Para o aquário acima, o custo de um bom número de plantas (elódeas, amazonenses, higrófilas, bacopas e valisnérias) fica em torno de R$ 8,00.Na terceira etapa, manutenção, há gastos com medicamentos, testes, corretivos e alimentação. Além disso, há o gasto com energia elétrica. Para o aquário acima, o gasto mensal fica em torno de R$ 10,00 (ração, alimentos vivos uma vez por semana, trocas de água de 15% semanais e uma bomba submersa). Este custo pode ainda ser reduzido com a criação de alimentos vivos e a fabricação de patês feitos com restos de comida de casa. Vale a pena lembrar que os custos acima são para o aquário citado, em sua configuração econômica (sem fazer uso de tampas, aquecedores, filtros externos e iluminação). Esta configuração permite que você possa criar sem grandes transtornos seus peixes inicialmente.
Este custo ainda pode cair, para o caso de um aquário menor ou ser elevado, com a aquisição de um grande número de acessórios, disponíveis no mercado.Como pôde-se notar, um aquário não é tão caro quanto parece. Se comparado com outros animais de estimação ou outros hobbies, sem dúvida alguma, é um dos mais econômicos.
KINGUIOS
"Os kinguios e sua manutenção em aquários ornamentais. Guia básico."
Por Marcelo Jorge Gonçalves da Cunha.
Sem dúvida nenhuma o kinguio, mais popularmente conhecido como japonês, ou dourado, é o peixe ornamental mais conhecido no mundo. Tem-se notícia de que os orientais já mantinham kinguios em aquários desde 618 a.C. Sendo certo que existem documentos sobre sua criação datados de 479 d.C.A palavra kinguio, traduzida do japonês para o português significa peixe vermelho. Seu nome científico é Carassius auratus (Linneu), sendo originário da China, pertencendo à família dos ciprinídeos, que é a mais numerosa em espécies de peixes de água doce. Em razão da sua difusão, os kinguios possuem várias denominações populares no mundo todo, sendo conhecidos também como Cauda de Véu, Véu de Noiva, Peixe Japonês, Peixe Vermelho, Japonês, Dourado, Pimpão, Poisson Rouge (França), Goldfish (Estados Unidos da América) e Pesci Rossi (Itália).Em razão da sua criação seletiva por muitos psicultores de todo o mundo, podemos dizer, sem medo de errar, que os kinguios possuem variações de cores e formatos praticamente infinitos. Existem os kinguios coloridos comuns, facilmente encontráveis em qualquer loja, e os kinguios de raça, que são extremamente caros. Por razões óbvias, sugerimos que um tanque decorativo residencial seja apenas habitado por kinguios comuns. Vamos deixar os kinguios de raça e caros para os psicultores profissionais.Apesar de toda a sua popularidade, entre os aquaristas iniciados e experientes, encontramos muitas resistências aos kinguios. Alguns dizem que ele é um peixe de principiante, muito fácil de manter. Outros dizem que ele é um peixe de água fria, que não pode ser mantido em locais de clima quente. Outros ainda o repudiam por considerá-lo um peixe de tanques externos e lagos de jardim, não sendo próprio para aquários ornamentais.Não tenho a pretensão de desmentir nenhuma destas opiniões. O meu objetivo, pura e simplesmente, é difundir o resultado das minhas pesquisas e das minhas experiências no manejo diário do meu aquário decorativo - onde só mantenho kinguios - a fim de fornecer algumas dicas básicas para aqueles que, como eu, são admiradores desta espécie de peixe e pretendem se iniciar na sua manutenção, uma vez que não conheço na literatura aquarística brasileira uma obra completa sobre os kinguios.Por tratar-se de um guia básico, não pretendo discorrer sobre procedimentos relacionados à reprodução destes animais. Bem, vamos dividir a montagem do tanque em três etapas. A primeira etapa é a escolha do tanque, do sistema de filtragem e oxigenação, do substrato, da iluminação adequada e das plantas. A segunda etapa trata da ciclagem do tanque, depois de montado, bem como dos procedimentos necessários para que a água fique nas condições ideais para os kinguios. A terceira e última etapa diz respeito à escolha dos peixes, seu comportamento e sua alimentação.Iniciando a primeira etapa, quanto ao tanque, sugerimos que ele seja o maior possível, pois os kinguios crescem e se desenvolvem proporcionalmente ao espaço que possuem para nadar. Quanto mais espaço, maior ficará o peixe. Mas considerando que este artigo limita-se a aquários decorativos residenciais, sugerimos a utilização de um tanque de 80 x 30 x 40 centímetros. Neste tanque poderemos manter adequadamente 6 kinguios. Encontre o local definitivo para o tanque antes de montá-lo. Procure um local que receba luz natural, sem receber sol direto, longe de aparelhos eletro-eletrônicos e distante do barulho excessivo. O sistema de filtragem mais barato e que possui boa eficiência é o filtro biológico de fundo, com a utilização de uma bomba submersa com mangueira venturi. Deve-se escolher um modelo de bomba que tenha uma capacidade de processamento proporcional à capacidade do tanque, existem muitas opções no mercado. Desta forma, podemos conseguir um excelente nível de filtragem e de oxigênio dissolvido na água. Ao falar sobre o comportamento dos kinguios, veremos que estes dois aspectos são de vital importância na sua manutenção. Como substrato sugerimos que seja utilizado cascalho de pedra rolada (conhecido como cascalho de rio), que não altera o pH da água, além de proporcionar uma aparência bem natural ao tanque. Se quiser utilizar pedras use - com moderação - aquelas do tipo dolomita (pedras brancas conhecidas como pedras- de- fogo). Uma pequena quantidade delas proporciona uma leve alcalinização na água, além de um belo efeito visual. Quanto à iluminação, sugerimos a utilização de uma lâmpada tipo grolux ou aquarilux de 25 W. Este tipo de iluminação realça as cores dos peixes, além de acalmá-los, proporcionando também bom resultado no desenvolvimento das plantas, se utilizado adequadamente. Por isso, sugerimos que a iluminação do aquário fique acesa de 8 a 12 horas por dia. As melhores plantas para aquários decorativos de kinguios são as valisnérias, echinodorus, cabombas e elódeas. Não precisa plantar o aquário demais, utilize o seu gosto pessoal e bom senso. O kinguio não é um peixe tímido que gosta de se esconder atrás da vegetação, pelo contrário, gosta de comer a vegetação. Por isso não vou condenar aqueles que desejem utilizar plantas plásticas artificiais em seus tanques. Existem no mercado modelos que são muito semelhantes às naturais e de muito bom gosto. O mais importante, em se tratando de kinguios, é que duram para sempre. A utilização de plantas naturais, sem dúvida, é uma opção mais inteligente, visto que oxigenam a água e funcionam como excelente indicador da qualidade da mesma. Quando alguma coisa não vai bem, as plantas logo apresentam alguma anormalidade. Entretanto, podem trazer doenças para o seu aquário, uma vez que cedo ou tarde os kinguios vão comê-las e você terá de substituí-las com certa regularidade. A cada substituição a nova planta introduzida no aquário deve ser adequadamente desinfetada. Utilize os desinfetantes encontrados em lojas especializadas. Seguindo às instruções da bula do produto não precisará temer doenças trazidas por plantas.Bem o seu tanque já está montado, agora vamos tratar da ciclagem, das condições da água, e, finalmente da escolha dos peixes. Ao montar o tanque, procure utilizar-se de um produto desclorificador e que remova os metais pesados utilizados para o tratamento da água potável fornecida nas grandes cidades. Existem muitas opções no mercado. Deixe o tanque em repouso durante 20 dias com a filtragem ligada. Durante este período haverá sua estabilização, chamada de ciclagem, com o desenvolvimento parcial das bactérias que serão as responsáveis pela filtragem biológica. Durante este período verifique a média da temperatura da água, o ph, a dureza, bem como os níveis de nitritos e nitratos. Não se preocupe como o aquecimento, pois os kinguios não precisam dele se a temperatura mínima da água registrada durante o ano for superior a 5ºC, são considerados peixes de água fria. As condições ideais da água para manutenção de kinguios são: temperatura de 5 a 25ºC, água mole com DH 0-2 e pH de 6,8 - ligeiramente ácido - a 7,2 - ligeiramente alcalino. Sendo considerado ideal o pH 6,8. Se tiver problemas com o seu pH, poderá usar tamponador químico que o mantém fixado em 7.0, existem inúmeros produtos de boa qualidade nas lojas especializadas. Seu uso deverá acompanhar as instruções da bula. Mas o tamponador deverá ser introduzido no tanque antes dos peixes, preferencialmente. Creio que os níveis de nitritos e nitratos, após 20 dias de ciclagem, não serão problema para você. Se forem, as causas da anormalidade têm de ser descobertas e solucionadas antes da introdução dos habitantes do aquário.Bem, partindo da premissa de que tudo está bem, vamos à escolha dos peixes. Você possui um tanque ideal para a manutenção de 6 kinguios. Resista à vontade de superpovoar o aquário e limite-se a esta quantidade. Escolha os exemplares mais coloridos, mais brilhantes e que estejam com as suas nadadeiras abertas e inteiras. As opções são infinitas, utilize o seu gosto pessoal e procure adquirir exemplares com mais ou menos 6 meses de idade, ou seja, com cerca de 5 centímetros de tamanho. Procure, se possível, adquiri-los na mesma época, isto facilita a adaptação do grupo ao novo ambiente. Os kinguios são peixes dóceis, calmos, amigos e até indefesos. Interagem mais com o aquarista do que os peixes tropicais em geral. Com algumas semanas de convívio já deverão estar comendo na sua mão e lhe "reconhecendo" quando você se aproximar do aquário. A alimentação deverá ser bem variada. Eles aceitam bem artêmias salinas vivas, pedaços pequenos de carne de camarão do mar cru, alface e espinagre crús picados, além de alimentos secos em geral. A alimentação seca deve ter sua base nos tipos peletizados, especializados para kinguios, sendo que a ração flocada deve ser também específica para este tipo de peixe. Lembre-se, os kinguios não são peixes tropicais. Devem ser alimentados duas vezes ao dia, em quantidade suficiente para ser consumida em 3 minutos. Uma dica: procure alimentar os peixes com os alimentos naturais pela manhã e com os secos à tarde. Isto melhora a assimilação das proteínas e demais nutrientes pelos kinguios. Estes peixes sujam muito a água, pois fuçam o substrato do aquário, arrancam e comem as plantas. A sujeira também decorre da consistência pastosa de suas fezes. Por isso a filtragem do aquário deve ser forte, com bastante aeração, ao contrário dos tanques convencionais. A manutenção do tanque deve ser exatamente a mesma dos aquários decorativos em geral, com troca parcial semanal de 10% da água e sifonagem do fundo de 10 em 10 dias. No alto verão, quando a temperatura da água ultrapassar os 27ºC não se esqueça de aumentar a aeração da água, de modo que os peixes não fiquem boquejando na superfície, e jamais deslique a filtragem dos aquários à noite.Boa sorte.
Marcelo Jorge Gonçalves da Cunha é advogado e aquarista há 18 anos. Cria kinguios, acarás bandeira e bettas.
Por Marcelo Jorge Gonçalves da Cunha.
Sem dúvida nenhuma o kinguio, mais popularmente conhecido como japonês, ou dourado, é o peixe ornamental mais conhecido no mundo. Tem-se notícia de que os orientais já mantinham kinguios em aquários desde 618 a.C. Sendo certo que existem documentos sobre sua criação datados de 479 d.C.A palavra kinguio, traduzida do japonês para o português significa peixe vermelho. Seu nome científico é Carassius auratus (Linneu), sendo originário da China, pertencendo à família dos ciprinídeos, que é a mais numerosa em espécies de peixes de água doce. Em razão da sua difusão, os kinguios possuem várias denominações populares no mundo todo, sendo conhecidos também como Cauda de Véu, Véu de Noiva, Peixe Japonês, Peixe Vermelho, Japonês, Dourado, Pimpão, Poisson Rouge (França), Goldfish (Estados Unidos da América) e Pesci Rossi (Itália).Em razão da sua criação seletiva por muitos psicultores de todo o mundo, podemos dizer, sem medo de errar, que os kinguios possuem variações de cores e formatos praticamente infinitos. Existem os kinguios coloridos comuns, facilmente encontráveis em qualquer loja, e os kinguios de raça, que são extremamente caros. Por razões óbvias, sugerimos que um tanque decorativo residencial seja apenas habitado por kinguios comuns. Vamos deixar os kinguios de raça e caros para os psicultores profissionais.Apesar de toda a sua popularidade, entre os aquaristas iniciados e experientes, encontramos muitas resistências aos kinguios. Alguns dizem que ele é um peixe de principiante, muito fácil de manter. Outros dizem que ele é um peixe de água fria, que não pode ser mantido em locais de clima quente. Outros ainda o repudiam por considerá-lo um peixe de tanques externos e lagos de jardim, não sendo próprio para aquários ornamentais.Não tenho a pretensão de desmentir nenhuma destas opiniões. O meu objetivo, pura e simplesmente, é difundir o resultado das minhas pesquisas e das minhas experiências no manejo diário do meu aquário decorativo - onde só mantenho kinguios - a fim de fornecer algumas dicas básicas para aqueles que, como eu, são admiradores desta espécie de peixe e pretendem se iniciar na sua manutenção, uma vez que não conheço na literatura aquarística brasileira uma obra completa sobre os kinguios.Por tratar-se de um guia básico, não pretendo discorrer sobre procedimentos relacionados à reprodução destes animais. Bem, vamos dividir a montagem do tanque em três etapas. A primeira etapa é a escolha do tanque, do sistema de filtragem e oxigenação, do substrato, da iluminação adequada e das plantas. A segunda etapa trata da ciclagem do tanque, depois de montado, bem como dos procedimentos necessários para que a água fique nas condições ideais para os kinguios. A terceira e última etapa diz respeito à escolha dos peixes, seu comportamento e sua alimentação.Iniciando a primeira etapa, quanto ao tanque, sugerimos que ele seja o maior possível, pois os kinguios crescem e se desenvolvem proporcionalmente ao espaço que possuem para nadar. Quanto mais espaço, maior ficará o peixe. Mas considerando que este artigo limita-se a aquários decorativos residenciais, sugerimos a utilização de um tanque de 80 x 30 x 40 centímetros. Neste tanque poderemos manter adequadamente 6 kinguios. Encontre o local definitivo para o tanque antes de montá-lo. Procure um local que receba luz natural, sem receber sol direto, longe de aparelhos eletro-eletrônicos e distante do barulho excessivo. O sistema de filtragem mais barato e que possui boa eficiência é o filtro biológico de fundo, com a utilização de uma bomba submersa com mangueira venturi. Deve-se escolher um modelo de bomba que tenha uma capacidade de processamento proporcional à capacidade do tanque, existem muitas opções no mercado. Desta forma, podemos conseguir um excelente nível de filtragem e de oxigênio dissolvido na água. Ao falar sobre o comportamento dos kinguios, veremos que estes dois aspectos são de vital importância na sua manutenção. Como substrato sugerimos que seja utilizado cascalho de pedra rolada (conhecido como cascalho de rio), que não altera o pH da água, além de proporcionar uma aparência bem natural ao tanque. Se quiser utilizar pedras use - com moderação - aquelas do tipo dolomita (pedras brancas conhecidas como pedras- de- fogo). Uma pequena quantidade delas proporciona uma leve alcalinização na água, além de um belo efeito visual. Quanto à iluminação, sugerimos a utilização de uma lâmpada tipo grolux ou aquarilux de 25 W. Este tipo de iluminação realça as cores dos peixes, além de acalmá-los, proporcionando também bom resultado no desenvolvimento das plantas, se utilizado adequadamente. Por isso, sugerimos que a iluminação do aquário fique acesa de 8 a 12 horas por dia. As melhores plantas para aquários decorativos de kinguios são as valisnérias, echinodorus, cabombas e elódeas. Não precisa plantar o aquário demais, utilize o seu gosto pessoal e bom senso. O kinguio não é um peixe tímido que gosta de se esconder atrás da vegetação, pelo contrário, gosta de comer a vegetação. Por isso não vou condenar aqueles que desejem utilizar plantas plásticas artificiais em seus tanques. Existem no mercado modelos que são muito semelhantes às naturais e de muito bom gosto. O mais importante, em se tratando de kinguios, é que duram para sempre. A utilização de plantas naturais, sem dúvida, é uma opção mais inteligente, visto que oxigenam a água e funcionam como excelente indicador da qualidade da mesma. Quando alguma coisa não vai bem, as plantas logo apresentam alguma anormalidade. Entretanto, podem trazer doenças para o seu aquário, uma vez que cedo ou tarde os kinguios vão comê-las e você terá de substituí-las com certa regularidade. A cada substituição a nova planta introduzida no aquário deve ser adequadamente desinfetada. Utilize os desinfetantes encontrados em lojas especializadas. Seguindo às instruções da bula do produto não precisará temer doenças trazidas por plantas.Bem o seu tanque já está montado, agora vamos tratar da ciclagem, das condições da água, e, finalmente da escolha dos peixes. Ao montar o tanque, procure utilizar-se de um produto desclorificador e que remova os metais pesados utilizados para o tratamento da água potável fornecida nas grandes cidades. Existem muitas opções no mercado. Deixe o tanque em repouso durante 20 dias com a filtragem ligada. Durante este período haverá sua estabilização, chamada de ciclagem, com o desenvolvimento parcial das bactérias que serão as responsáveis pela filtragem biológica. Durante este período verifique a média da temperatura da água, o ph, a dureza, bem como os níveis de nitritos e nitratos. Não se preocupe como o aquecimento, pois os kinguios não precisam dele se a temperatura mínima da água registrada durante o ano for superior a 5ºC, são considerados peixes de água fria. As condições ideais da água para manutenção de kinguios são: temperatura de 5 a 25ºC, água mole com DH 0-2 e pH de 6,8 - ligeiramente ácido - a 7,2 - ligeiramente alcalino. Sendo considerado ideal o pH 6,8. Se tiver problemas com o seu pH, poderá usar tamponador químico que o mantém fixado em 7.0, existem inúmeros produtos de boa qualidade nas lojas especializadas. Seu uso deverá acompanhar as instruções da bula. Mas o tamponador deverá ser introduzido no tanque antes dos peixes, preferencialmente. Creio que os níveis de nitritos e nitratos, após 20 dias de ciclagem, não serão problema para você. Se forem, as causas da anormalidade têm de ser descobertas e solucionadas antes da introdução dos habitantes do aquário.Bem, partindo da premissa de que tudo está bem, vamos à escolha dos peixes. Você possui um tanque ideal para a manutenção de 6 kinguios. Resista à vontade de superpovoar o aquário e limite-se a esta quantidade. Escolha os exemplares mais coloridos, mais brilhantes e que estejam com as suas nadadeiras abertas e inteiras. As opções são infinitas, utilize o seu gosto pessoal e procure adquirir exemplares com mais ou menos 6 meses de idade, ou seja, com cerca de 5 centímetros de tamanho. Procure, se possível, adquiri-los na mesma época, isto facilita a adaptação do grupo ao novo ambiente. Os kinguios são peixes dóceis, calmos, amigos e até indefesos. Interagem mais com o aquarista do que os peixes tropicais em geral. Com algumas semanas de convívio já deverão estar comendo na sua mão e lhe "reconhecendo" quando você se aproximar do aquário. A alimentação deverá ser bem variada. Eles aceitam bem artêmias salinas vivas, pedaços pequenos de carne de camarão do mar cru, alface e espinagre crús picados, além de alimentos secos em geral. A alimentação seca deve ter sua base nos tipos peletizados, especializados para kinguios, sendo que a ração flocada deve ser também específica para este tipo de peixe. Lembre-se, os kinguios não são peixes tropicais. Devem ser alimentados duas vezes ao dia, em quantidade suficiente para ser consumida em 3 minutos. Uma dica: procure alimentar os peixes com os alimentos naturais pela manhã e com os secos à tarde. Isto melhora a assimilação das proteínas e demais nutrientes pelos kinguios. Estes peixes sujam muito a água, pois fuçam o substrato do aquário, arrancam e comem as plantas. A sujeira também decorre da consistência pastosa de suas fezes. Por isso a filtragem do aquário deve ser forte, com bastante aeração, ao contrário dos tanques convencionais. A manutenção do tanque deve ser exatamente a mesma dos aquários decorativos em geral, com troca parcial semanal de 10% da água e sifonagem do fundo de 10 em 10 dias. No alto verão, quando a temperatura da água ultrapassar os 27ºC não se esqueça de aumentar a aeração da água, de modo que os peixes não fiquem boquejando na superfície, e jamais deslique a filtragem dos aquários à noite.Boa sorte.
Marcelo Jorge Gonçalves da Cunha é advogado e aquarista há 18 anos. Cria kinguios, acarás bandeira e bettas.
SUBSTRATO
Uma grande dúvida entre os aquaristas é sobre o que usar como fundo no seu aquário e quais os efeitos disso na sua água. Primeiramente é bom lembrar que o substrato tem várias funções:
a) Estética: serve como elemento decorador, uma vez que traz um belo efeito visual ao aquário.
b) Fixação: serve como base de fixação para as plantas aquáticas, de onde algumas delas retiram o alimento.
c) Nessecidade para peixes: serve para reduzir o stress dos peixes, dando-os idéia de segurança. Alguns deles põem suas ovas em buracos no substrato, enquanto outros enterram-se ou constroem túneis.
d) Filtração: serve de morada para colônias de bactérias desnitrificantes, que participam ativamente do ciclo do nitrogênio, convertendo substância tóxicas aos peixes em outras menos tóxicas (filtragem biológica da água).
No aquarismo doce, costuma-se usar dois tipos de substrato: areia e cascalho, dependendo do resultado que se deseja obter, dos peixes mantidos, entre outros fatores.
Areia
O uso da areia não é muito comum. Costuma ser utilizada apenas em casos especiais, como na criação de arraias, uma vez que outro substrato pode feri-las facilmente. Tem a desvantagem de poder se compactar, prejudicando a penetração das raízes das plantas (para evitar isso, costuma-se revolvê-la um pouco). Além disso, a circulação de água pelo substrato é muito pequena e não se pode usar filtro biológico de fundo com todas as vantagens deste.
Cascalho
Utilizado pela grande maioria dos aquaristas, o cascalho traz algumas vantagens com relação à areia. A mais clara é o fato de propocionar o uso de filtro biológico de fundo no aquário, método de filtragem muito comum, fácil, barato e eficaz.
Nas lojas especializadas, é possível encontrar vários tipos de cascalhos, com os mais diversos aspectos, colorações e peculiaridades.
Há alguns itens a se observar:
a) Tamanho do cascalho: deve-se escolher um de tamanho médio (1 a 5 mm). O cascalho pequeno oferece o mesmo problema da areia: compacta-se, impedindo o enraizamento das plantas e o fluxo de água. Além disso, impossibilita o uso de filtro biológico de fundo. Cascalho grande, por outro lado, prejudica as plantas (suas raízes não conseguem empurrar os pesados grânulos), além de deixar passar as partículas de alimento que caem. Desse modo, os peixes não podem ingeri-las e elas acabam deteriorando-se no substrato, reduzindo a qualidade da água. Além disso, a área de contato para a instalação das colônias de bactérias desnitrificantes é reduzida e as plantas não conseguem "empurrar" o cascalho com suas raízes.
b) Tipo do cascalho: deve-se tomar muito cuidado com o tipo do cascalho, pois cada um deles age de forma particular sobre a qualidade de água. A dolomita, por exemplo, alcaliniza e endurece a água facilmente, assim como cascalhos ricos em pedaços de concha e rochas calcáreas.Há cascalhos coloridos artificialmente que desprendem tinta quando colocados na água.
Outros contêm pontas, de modo que podem facilmente ferir os peixes, podendo ocasionar fungos. Por essas razões, aconselhamos a utilização de cascalho rolado de rio, pelo fato de não alterar o pH, dureza e nem a qualidade da água além de, na minha opinião, ser o mais bonito.
a) Estética: serve como elemento decorador, uma vez que traz um belo efeito visual ao aquário.
b) Fixação: serve como base de fixação para as plantas aquáticas, de onde algumas delas retiram o alimento.
c) Nessecidade para peixes: serve para reduzir o stress dos peixes, dando-os idéia de segurança. Alguns deles põem suas ovas em buracos no substrato, enquanto outros enterram-se ou constroem túneis.
d) Filtração: serve de morada para colônias de bactérias desnitrificantes, que participam ativamente do ciclo do nitrogênio, convertendo substância tóxicas aos peixes em outras menos tóxicas (filtragem biológica da água).
No aquarismo doce, costuma-se usar dois tipos de substrato: areia e cascalho, dependendo do resultado que se deseja obter, dos peixes mantidos, entre outros fatores.
Areia
O uso da areia não é muito comum. Costuma ser utilizada apenas em casos especiais, como na criação de arraias, uma vez que outro substrato pode feri-las facilmente. Tem a desvantagem de poder se compactar, prejudicando a penetração das raízes das plantas (para evitar isso, costuma-se revolvê-la um pouco). Além disso, a circulação de água pelo substrato é muito pequena e não se pode usar filtro biológico de fundo com todas as vantagens deste.
Cascalho
Utilizado pela grande maioria dos aquaristas, o cascalho traz algumas vantagens com relação à areia. A mais clara é o fato de propocionar o uso de filtro biológico de fundo no aquário, método de filtragem muito comum, fácil, barato e eficaz.
Nas lojas especializadas, é possível encontrar vários tipos de cascalhos, com os mais diversos aspectos, colorações e peculiaridades.
Há alguns itens a se observar:
a) Tamanho do cascalho: deve-se escolher um de tamanho médio (1 a 5 mm). O cascalho pequeno oferece o mesmo problema da areia: compacta-se, impedindo o enraizamento das plantas e o fluxo de água. Além disso, impossibilita o uso de filtro biológico de fundo. Cascalho grande, por outro lado, prejudica as plantas (suas raízes não conseguem empurrar os pesados grânulos), além de deixar passar as partículas de alimento que caem. Desse modo, os peixes não podem ingeri-las e elas acabam deteriorando-se no substrato, reduzindo a qualidade da água. Além disso, a área de contato para a instalação das colônias de bactérias desnitrificantes é reduzida e as plantas não conseguem "empurrar" o cascalho com suas raízes.
b) Tipo do cascalho: deve-se tomar muito cuidado com o tipo do cascalho, pois cada um deles age de forma particular sobre a qualidade de água. A dolomita, por exemplo, alcaliniza e endurece a água facilmente, assim como cascalhos ricos em pedaços de concha e rochas calcáreas.Há cascalhos coloridos artificialmente que desprendem tinta quando colocados na água.
Outros contêm pontas, de modo que podem facilmente ferir os peixes, podendo ocasionar fungos. Por essas razões, aconselhamos a utilização de cascalho rolado de rio, pelo fato de não alterar o pH, dureza e nem a qualidade da água além de, na minha opinião, ser o mais bonito.
ESCOLHA DO AQUÁRIO
Em geral, a escolha de um aquário varia em função de três fatores:
o local (espaço) disponível para instalá-lo;
os peixes escolhidos;
as condições financeiras (dinheiro que se está disposto a investir no hobbie).
De modo genérico, quanto maior o aquário, melhor. Primeiramente, é possível pôr uma maior quantidade e variedade de peixes e plantas. Em segundo lugar, o fator mais importante, quanto maior o volume de água, esta altera suas características com menos rapidez. Dessa forma, é necessário trocá-la com menos freqüência, o que reduz possíveis choques que pudessem ser sofridos pelos peixes.
Tem-se que levar em conta que após instalado, o aquário não pode ser transportado cheio (no máximo ele pode ser arrastado cuidadosa e vagarosamente). Em caso de colocá-lo em alguma estante, deve-se ter certeza de que esta suporta seu peso e lebrar-se de deixar um espaço entre a tampa e a prateleira superior (pelo menos 10 cm), para que se possa tirar a tampa e retirar algum peixe morto ou doente ou fazer alguma alteração na decoração.
Quanto à forma do aquário, este deverá ter a maior superfície líquida possível, para que as trocas gasosas sejam satisfatórias (a água libera CO2 e recebe O2 pela superfície. Por essa razão, a água deve estar em movimento). Não são aconselháveis aquários do tipo globo, pois quando cheios, a superfícies de contato é pequena. O tipo de aquário mais indicado é o retangular, que tem uma área superficial adequada. Em um aquário de água doce a proporção peixe/volume de água pode ser maior, sendo este tipo o mais adequado para principiantes. Quanto à obtenção do aquário, é aconselhável que este seja adquirido em uma loja do ramo.
o local (espaço) disponível para instalá-lo;
os peixes escolhidos;
as condições financeiras (dinheiro que se está disposto a investir no hobbie).
De modo genérico, quanto maior o aquário, melhor. Primeiramente, é possível pôr uma maior quantidade e variedade de peixes e plantas. Em segundo lugar, o fator mais importante, quanto maior o volume de água, esta altera suas características com menos rapidez. Dessa forma, é necessário trocá-la com menos freqüência, o que reduz possíveis choques que pudessem ser sofridos pelos peixes.
Tem-se que levar em conta que após instalado, o aquário não pode ser transportado cheio (no máximo ele pode ser arrastado cuidadosa e vagarosamente). Em caso de colocá-lo em alguma estante, deve-se ter certeza de que esta suporta seu peso e lebrar-se de deixar um espaço entre a tampa e a prateleira superior (pelo menos 10 cm), para que se possa tirar a tampa e retirar algum peixe morto ou doente ou fazer alguma alteração na decoração.
Quanto à forma do aquário, este deverá ter a maior superfície líquida possível, para que as trocas gasosas sejam satisfatórias (a água libera CO2 e recebe O2 pela superfície. Por essa razão, a água deve estar em movimento). Não são aconselháveis aquários do tipo globo, pois quando cheios, a superfícies de contato é pequena. O tipo de aquário mais indicado é o retangular, que tem uma área superficial adequada. Em um aquário de água doce a proporção peixe/volume de água pode ser maior, sendo este tipo o mais adequado para principiantes. Quanto à obtenção do aquário, é aconselhável que este seja adquirido em uma loja do ramo.
AQUECIMENTO
Dependendo das espécies criadas, pode ser necessário aquecimento. Este, comumente, consiste na introdução de um aquecedor, de preferência com um termostato, além de um termômetro, para verificar as medidas. De modo geral, uma temperatura situada entre 24ºC e 28ºC é suportável para os peixes. Assim, só se faz realmente importante o aquecimento na manutenção de peixes tropicais a uma temperatura abaixo de 24ºC, ou em condições especiais. Estas podem estar entre as seguintes:
a) Presença de peixes que requerem temperaturas elevadas, como o Symphysodon discus (acará disco), média de 28ºC - 30ºC.
b) Presença de filhotes, quando se deseja que eles tenham um rápido crescimento, uma vez que a temperatura aumenta o metabolismo.
c) Infestações por doenças sensíveis a altas temperaturas, como o Ichthyophthirius multifiliis (íctio), que não suporta temperaturas superiores a 30ºC.
d) Presença de peixes em fase de desova, que pode ser estimulada por aumento na temperatura.
Termômetro
Um termômetro é um dispositivo capaz de medir a temperatura de um meio em um determinado momento. Há vários tipos de termômetros. Em aquarismo, utilizam-se dois tipos, basicamente: o comum (semelhante ao clínico) e o digital.
O termômetro comum consiste em um tubo de vidro, dentro do qual há um tubo mais estreito, com um líquido colorido (mercúrio, em geral) e uma escala numérica. A medida é feita com base na dilatação do líquido.
Quando a temperatura sobe, o líquido se dilata mais rápido que o tubo. Comparando-se a altura de sua coluna com a escala numérica, tem-se o valor da temperatura.
Pode ser utilizado solto no aquário ou preso ao vidro com uma ventosa, por dentro.
O termômetro digital consiste em uma fita adesiva com um sistema de cristal líquido, que permite medir a temperatura das superfícies em contato. A leitura é feita diretamente, uma vez que o aparelho mostra o valor propriamente dito em uma escala numérica e de cores.
Atenção: a medição pode ser afetada pela incidência direta de raios solares.
Obs.: em aquários grandes, é aconselhável o uso de mais de um termômetro, em locais diferentes, devido às variações da temperatura da água.
a) Presença de peixes que requerem temperaturas elevadas, como o Symphysodon discus (acará disco), média de 28ºC - 30ºC.
b) Presença de filhotes, quando se deseja que eles tenham um rápido crescimento, uma vez que a temperatura aumenta o metabolismo.
c) Infestações por doenças sensíveis a altas temperaturas, como o Ichthyophthirius multifiliis (íctio), que não suporta temperaturas superiores a 30ºC.
d) Presença de peixes em fase de desova, que pode ser estimulada por aumento na temperatura.
Termômetro
Um termômetro é um dispositivo capaz de medir a temperatura de um meio em um determinado momento. Há vários tipos de termômetros. Em aquarismo, utilizam-se dois tipos, basicamente: o comum (semelhante ao clínico) e o digital.
O termômetro comum consiste em um tubo de vidro, dentro do qual há um tubo mais estreito, com um líquido colorido (mercúrio, em geral) e uma escala numérica. A medida é feita com base na dilatação do líquido.
Quando a temperatura sobe, o líquido se dilata mais rápido que o tubo. Comparando-se a altura de sua coluna com a escala numérica, tem-se o valor da temperatura.
Pode ser utilizado solto no aquário ou preso ao vidro com uma ventosa, por dentro.
O termômetro digital consiste em uma fita adesiva com um sistema de cristal líquido, que permite medir a temperatura das superfícies em contato. A leitura é feita diretamente, uma vez que o aparelho mostra o valor propriamente dito em uma escala numérica e de cores.
Atenção: a medição pode ser afetada pela incidência direta de raios solares.
Obs.: em aquários grandes, é aconselhável o uso de mais de um termômetro, em locais diferentes, devido às variações da temperatura da água.
A ÁGUA
A boa qualidade da água é o segredo do sucesso no aquarismo, uma vez que a maioria dos peixes depende completamente dela para sobreviverem, incluindo alimentação, respiração e reprodução. Deste modo, todo o sistema estará comprometido caso a água não esteja limpa e compatível com os espécimes mantidos.
A água utilizada em aquário na verdade é uma solução de sais minerais e outras substâncias em água, e não apenas H2O. Dependendo da concentração de cada substância, variam características como pH e dureza.
A água utilizada em aquário é proveniente principalmente dos rios e lagos, que correspondem a cerca de 3% da água do planeta. Dessa pequena quantia, grande parte está comprometida devido à poluição, razão pela qual deve-se tomar cuidado com a água a ser posta no aquário. Se poluída, ela poderá trazer danos irremediáveis.
Aconselho utilizar água a mais pura (sem poluentes) possível, de preferência de poços artesianos. Água da chuva é boa apenas em regiões de ar não-poluído e após algum tempo chovendo, uma vez que a chuva, ao cair, arrasta consigo partículas do ar que podem contaminá-la. Em caso de utilização de água de torneira, deve-se tomar o máximo cuidado com o cloro, uma vez que é altamente tóxico para os peixes, matando-os em cerca de uma a duas horas. No mercado, há kits capazes de testar e retirar o cloro da água, os quais são recomendados. Basta misturar o anti-cloro com a água e em cinco minutos, esta já está livre do cloro.
pH
O potencial hidrogeniônico, mais conhecido como pH, mede a alcalinidade de um meio. Sua escala vai de 0 a 14. Entre 0 e 7, o pH é ácido, 7 é neutro e entre 7 e 14, alcalino (básico). Pode ser calculado pela fórmula: pH = colog[H+], onde [H+] é a concentração dos cátions H+ na solução.
Cada espécie aquática tem um pH considerado ideal, onde ela exerce todas as suas atividades sem problema algum. Isso não quer dizer que uma espécie, se colocada em um pH diferente do seu ideal, irá perecer. Na realidade, pouquíssimas mortes de peixes são causadas por pH. Nesse tópico, o que é perigoso é a sua variação, mesmo que seja retirando um espécime de um pH e colocando-o no seu ideal.
Deste modo, caso você tenha um peixe em um pH não-ideal, é preferível deixá-lo onde está (caso ele esteja vivendo bem) a tranferi-lo para uma água de pH ideal sem cuidado algum. Caso tenha que transferir um peixe, faça o seguinte:
Ponha-o em um saco, com a água do aquário onde ele está;
Deixe o saco boiando por 5 minutos na nova água (para que a temperatura possa se equalizar);
Ponha lentamente (a cada 5 minutos) um pouco da água nova no saco onde o peixe está;
Quando o saco já estiver cheio, solte o peixe.
Esse processo lhe assegurará uma mudança lenta e gradual do pH para o peixe, livrando-o de possíveis seqüelas, sendo válido também para peixes recém-adquiridos.
A água utilizada em aquário na verdade é uma solução de sais minerais e outras substâncias em água, e não apenas H2O. Dependendo da concentração de cada substância, variam características como pH e dureza.
A água utilizada em aquário é proveniente principalmente dos rios e lagos, que correspondem a cerca de 3% da água do planeta. Dessa pequena quantia, grande parte está comprometida devido à poluição, razão pela qual deve-se tomar cuidado com a água a ser posta no aquário. Se poluída, ela poderá trazer danos irremediáveis.
Aconselho utilizar água a mais pura (sem poluentes) possível, de preferência de poços artesianos. Água da chuva é boa apenas em regiões de ar não-poluído e após algum tempo chovendo, uma vez que a chuva, ao cair, arrasta consigo partículas do ar que podem contaminá-la. Em caso de utilização de água de torneira, deve-se tomar o máximo cuidado com o cloro, uma vez que é altamente tóxico para os peixes, matando-os em cerca de uma a duas horas. No mercado, há kits capazes de testar e retirar o cloro da água, os quais são recomendados. Basta misturar o anti-cloro com a água e em cinco minutos, esta já está livre do cloro.
pH
O potencial hidrogeniônico, mais conhecido como pH, mede a alcalinidade de um meio. Sua escala vai de 0 a 14. Entre 0 e 7, o pH é ácido, 7 é neutro e entre 7 e 14, alcalino (básico). Pode ser calculado pela fórmula: pH = colog[H+], onde [H+] é a concentração dos cátions H+ na solução.
Cada espécie aquática tem um pH considerado ideal, onde ela exerce todas as suas atividades sem problema algum. Isso não quer dizer que uma espécie, se colocada em um pH diferente do seu ideal, irá perecer. Na realidade, pouquíssimas mortes de peixes são causadas por pH. Nesse tópico, o que é perigoso é a sua variação, mesmo que seja retirando um espécime de um pH e colocando-o no seu ideal.
Deste modo, caso você tenha um peixe em um pH não-ideal, é preferível deixá-lo onde está (caso ele esteja vivendo bem) a tranferi-lo para uma água de pH ideal sem cuidado algum. Caso tenha que transferir um peixe, faça o seguinte:
Ponha-o em um saco, com a água do aquário onde ele está;
Deixe o saco boiando por 5 minutos na nova água (para que a temperatura possa se equalizar);
Ponha lentamente (a cada 5 minutos) um pouco da água nova no saco onde o peixe está;
Quando o saco já estiver cheio, solte o peixe.
Esse processo lhe assegurará uma mudança lenta e gradual do pH para o peixe, livrando-o de possíveis seqüelas, sendo válido também para peixes recém-adquiridos.
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